Elizabeth "Lily"
Brayton (23 de junho de 1876 - 30 de abril de 1953) atriz e cantora inglesa,
conhecida por suas performances em peças de Shakespeare e por suas quase 2.000
apresentações no musical Chu Chin Chow, da Primeira Guerra Mundial.
terça-feira, 14 de abril de 2020
domingo, 12 de abril de 2020
Nossa finitude
Vivemos por muito tempo numa
bolha de falso conforto e negação. Nos países ricos, os cidadãos começaram a
acreditar que haviam transcendido o mundo material. A riqueza acumulada – com
frequência, às custas de outros – blindou-os da realidade. Viver por trás de
telas, passando entre cápsulas – as casas, os carros, os escritórios e os shoppings
– persuadiu-os de que as contingências haviam recuado, de que eles próprios
haviam alcançado o ponto almejado por todas as civilizações: o isolamento dos
riscos naturais.
Agora, a membrana se rompeu,
e nos encontramos nus e ultrajados. A biologia, que pensávamos ter banido,
irrompe em nossas vidas. A tentação, quando a pandemia tiver passado, será
encontrar uma nova bolha. Não podemos sucumbir a isso. De agora em diante,
deveríamos expor nossa mente às dolorosas realidades que negamos por tempo
demais.
O planeta tem múltiplas
morbidades, muitas das quais farão o coronavírus parecer, em comparação, fácil
de tratar. Uma, mais que as outras, tornou-se minha obsessão nos últimos anos:
como nos alimentamos? As disputas por papel higiênico, nos supermercados, já
são horríveis demais. Espero nunca ter de testemunhar uma luta por comida. Mas
está se tornando difícil descobrir como poderemos evitá-las.
Resiliência
Trinta anos atrás, como
estudante do ensino médio no internato Cranbrook , no subúrbio de Detroit,
escrevi um relatório investigativo baseado em pesquisa sobre a crise ambiental
para o jornal do estudante. Fui encorajado a fazê-lo por um orientador da
faculdade, David Watson, que viveu uma vida dupla como ambientalista radical
escrevendo sob o pseudônimo de George Bradford para o tablóide anarquista Fifth
Estate . Sua diatribe Quão profunda é a ecologia profunda? questionou um pouco recorrente do movimento
ambiental radical: líderes de grupos como o Earth First! freqüentemente
depreciou o valor da vida humana em favor da proteção da natureza.
Hoje, ouvimos algumas
versões disso cada vez mais: a Terra continuará a existir; a natureza se
recuperará, com ou sem pessoas. É resistente, não somos.
A ascensão da resiliência
como discurso de enquadramento nos Estados Unidos emergiu da devastação que o
furacão Sandy visitou na cidade de Nova York. Os principais eventos climáticos
continuaram atingindo as costas dos EUA nos anos seguintes, pois têm cidades e
países em outros lugares. Em resposta, arquitetos e engenheiros elaboraram
planos para a construção de bermas, montes e outras barreiras artificiais para
absorver o espancamento destinado às cidades costeiras. A sugestão é
humilhante: os habitats humanos devem ser fortalecidos porque eles, como nós,
são vulneráveis ao capricho de forças planetárias muito maiores.
https://www.metropolismag.com/architecture/landscape/resilience-sustainability/?fbclid=IwAR2olSXJpE-pbF_bdIFBe0-IKi-Q2aLYyx-AXiH6h2YGYuvAp6SeLEBsaPA
Papa Francisco
Papa diz que é melhor viver
como ateu do que ir à igreja e odiar os outros... Francisco aludia ao evangelho
de São Mateus, em que se referem os hipócritas que rezam "para ser vistos
pelas pessoas".
O Papa Francisco afirmou
hoje que é preferível viver como ateu do que ir todos os dias à igreja e passar
a vida a odiar e a criticar os outros.
"Quantas vezes vemos o
escândalo dessas pessoas que passam o dia na igreja, ou que lá vão todos os
dias, e depois vivem a odiar ou a falar mal dos outros", assinalou
Francisco durante a audiência geral que tem todas as quartas-feiras com os
fiéis.
O Papa acrescentou que o
melhor é nem ir à igreja: "Vive como um ateu.
Se vais à igreja, então vive
como filho, como irmão, dá um verdadeiro exemplo", instou.
"Os pagãos acreditam
que se reza a falar, a falar, a falar. Eu penso em muitos cristãos que
acreditam que rezar é falar com Deus, salvo seja, como um papagaio. Não, rezar
faz-se com o coração, a partir do interior", defendeu.
https://florsanta.blogspot.com/2019/01/papa-diz-que-e-melhor-viver-como-ateu.html?fbclid=IwAR20kaOL8HbkH6ixvf51Q94OWWZKVojE43R7qulhoXJtMvY5tx8OnStZOVM
"uberização"
É por isso que eu digo no
meu livro que nós estamos vivendo uma era de escravidão digital. O mundo
maquínico informacional-digital, ao invés de trazer a redução do tempo de
trabalho, as melhores condições de trabalho, mais tempo de vida fora do
trabalho, menos penúria no trabalho, tem sido o oposto. Por quê? Isso é muito
importante: porque se trata de uma tecnologia que não tem valores humanos ou
societais. O mundo informacional do nosso tempo, do qual a indústria 4.0 é o
seu pretenso ápice, não tem um sentido humano ou societal, e sim um sentido de
valorizar, ampliar a riqueza das grandes corporações.
sábado, 11 de abril de 2020
Kant
"Duas coisas me enchem o espírito de admiração e de
reverência sempre nova e crescente, quanto mais frequente e longamente o
pensamento nelas se detém: o céu estrelado acima de mim e a lei moral dentro de
mim"
Immanuel Kant
https://jheisonhuerta.com/
ninho improvisado
Se você já encontrou um
filhote de passarinho no chão, sabe que o principal instinto é o de ajuda.
Porém, é importante saber que para ajudar, é necessário estar atento com
algumas situações.
Pensando nisso, vimos essa
dica diretamente no Facebook do Fabio Nunes, mestre em Ecologia e Recursos
Naturais, e resolvemos compartilhar aqui. Olha só as orientações que ele
deixou:
– Não leve o filhote para
longe do local onde o encontrou, é ali que os pais irão procurá-lo e, mesmo
fora do ninho, continuarão lhe dando comida.
– Tire o filhote do chão
para não ser atacado por formigas ou devorado por predadores, o ideal é
devolver o filhote ao alcance dos pais, em alguma árvore próxima onde poderia
estar seu ninho.
– Cuidado onde colocar o
animal, pois se você colocar em um galho ele provavelmente voltará a cair. Veja
a dica abaixo:
– Você pode fazer uma
improvisação do ninho com um recipiente forrado (furado embaixo para não
acumular água) pendurado em uma árvore (escondido dos humanos), como mostra a
foto abaixo. “Funciona muito bem e ele só sairá quando suas asas estiverem
desenvolvidas”, explica.
– Para garantir, observe de
longe se os pais encontram o filhote, pois eles são atraídos pelo chamado dele.
Frida
"El único camino
para llegar a ser un hombre,
quiero decir un ser
humano y no un animal,
es ser comunista."
Frida Kahlo
sexta-feira, 10 de abril de 2020
Origem e desenvolvimento do revisionismo na União Soviética
“Se em sua morte Stalin
deixou para trás uma ditadura do proletariado, essa estava passando por um
processo de erosão. Já foi dito que a maior crítica que pode ser feita ao
Camarada Stalin é a de que ele foi sucedido por Kruschev. E isso nos diz
muito.”
Lenin uma vez disse que sem
uma teoria revolucionária, não haveria movimento revolucionário. A história do
movimento dos trabalhadores durante este século [XX] tem provado essa afirmação
como verdadeira. O desenvolvimento de uma teoria revolucionária significa muito
mais do que o estabelecimento de princípios amplos ou a repetição de
generalizações sobre o Marxismo. Pois uma das qualidades que fizeram de Lenin e
Mao verdadeiros líderes revolucionários, foi a habilidade de usarem a análise Marxista
para entender e explicar certos estágios dos processos em desenvolvimento, e
depois, usando-a como base, guiarem as ações ao longo do caminho
revolucionário. Da mesma forma que Marx e Engels, eles não agiram cegamente
examinando apenas o problema imediato, mas pelo contrário, foram capazes de
observar o presente em relação ao passado, de forma a abrir um caminho para o
futuro.
O movimento revolucionário
está em seu presente sofrendo de uma séria falta de clareza teórica. Se as
forças Marxistas-Leninistas na Grã-Bretanha querem se desenvolver, se elas
querem um dia se tornar capazes de liderar a classe trabalhadora na derrubada
do capitalismo, então uma análise séria deverá ser feita sobre a atual situação
da grã-bretanha e do mundo. Mas qualquer análise permanecerá incompleta e
defeituosa, se primeiro não enfrentarmos importantes questões sobre o recente e
não-tão-recente passado do movimento comunista internacional.
Oito anos atrás era
amplamente aceito entre os comunistas que o mundo se encontrava dividido em
dois campos: um socialista e outro capitalista. A URSS e as novas democracias
do leste europeu eram consideradas parte de um campo socialista, apesar de seus
líderes cometerem uma séries de revisionismos. Hoje, uma boa parte dos
Marxistas-Leninistas enxergam isso de maneira diferente. A URSS, não é mais
considerada socialista, mas sim capitalista ou “social imperialista”. Essa
re-avaliação claramente possui implicações para qualquer avaliação da balança
mundial.
Não acho eu que a reflexão
necessária tenha sido dada para algumas das proposições aceitas recentemente.
Nem que tenha havido qualquer tentativa séria, de qualquer fração de
Marxistas-Leninistas, de explicar como viemos parar em tal situação. A
tendência tem sido apenas adotar e replicar as posições do Partido Comunista da
China. Certas ou erradas, quaisquer posições não poderão ser aceitas ou
desenvolvidas sem antes uma série análise Marxista.
(…) Queremos deixar claro
que não tentaremos neste artigo fazer um exame completo sobre o assunto, mas ao
invés disso, introduzi-lo, na esperança de provocar uma discussão que levante
uma maior clareza sobre uma questão tão importante para o nosso movimento.
1- União Soviética: A
natureza do socialismo
Diferente dos revisionistas
que ainda acreditam que a URSS seja hoje um estado socialista, e também
diferente dos Trotskistas que acreditam que ela nunca tenha sido, os Leninistas
consideram que um dia a URSS foi um estado socialista. Os dois primeiros sempre
evitam encarar a pergunta “O que é socialismo?”. Uma avaliação incorreta do que
o socialismo significa na prática tende sempre levar ao idealismo. Um método
Marxista parte não de uma noção idealista particular, mas sim de um exame científico
da realidade objetiva (...)
https://lavrapalavra.com/2020/03/03/origem-e-desenvolvimento-do-revisionismo-na-uniao-sovietica/?fbclid=IwAR3Aldu0g-DxdLi1Ce-7fOTQvZWAmdvo2tXyIYz9Gy_2iVbq2aSBDkiN2rM
Complete archive of folk music for all countries
What is this site about?
In your country, city or
your village, there are some musicians who play folk music of their area. Maybe
they are famous or maybe they are not! Let's introduce them to the world. We
are not looking for folk-pop, folk-jazz or folk-rock. We are looking for pure
folk and classical traditional of each region. You can send their songs here
and give us information about their music and their works. It can be an old
farmer or a dedicated musician. Currently its hard to find information about
folk / traditional music of all countries in one place. We want to achieve this
goal with your help.
This project is focused on
original folk and traditional music of the different countries, nations and
ethnic groups of the world. Definition of “folk” and “traditional” music in
different cultures changes, and generally it's hard to give a universal
definition.
Although folk music usually
refers to orally transmitted music or music with unknown composers, but it can
include the traditional classical music of countries as well which
theoretically differs from folk music, like Indian traditional classical music
vs. Indian folk music. But it doesn't include Western (European) Classical
music.
These music are accepted
here: indigenous music, aboriginal music, ethnic music, regional music, rural
music, root music, traditional ritual music, arranged folk music, recreated
folk music,...
These music are not accepted
in this project: folk-pop, folk-rock, folk-jazz (any kind of folk fusion that
employs some folk elements like an instrument, a melody or a rhythm in another
genre or style), world music (folk music arranged for Western ears with
commercial interests, usually published by Western labels; although some “world
music” are original and accepted), fusion of different original folks (like
Arabic oud with Indian sitar or Spanish flamenco with West African rhythms),
modernized and contemporized versions of folk tunes with new sounds, especially
electronic sounds.
Lenin e atividade revolucionária diante das epidemias
No início dos anos noventa
do século XIX, o Império Russo estava enfrentando uma situação de severas
epidemias e fomes. Um jovem Lenin, mesmo sendo minoria entre os oponentes do
czarismo, não cessou sua atividade revolucionária.
O fragmento que
compartilhamos pertence a uma biografia do revolucionário russo, escrita pelo
historiador francês Gérard Walter (1896–1974). Neste episódio de sua vida, ele
nos ensina uma questão essencial nestes tempos: nem em tempos de pandemias
devemos renunciar à luta contra o inimigo de classe, mesmo quando ele lança
slogans bondosos para “unirmos” — unirmos em torno dele — E ainda menos que
devemos renunciar à luta — quando o mesmo regime e o mesmo sistema capitalista
são diretamente responsáveis por boa parte do sofrimento
do povo.
Estamos sofrendo com um
Estado incapaz de planejar de maneira social e racional o confinamento,
trancando a população em suas casas, com a polícia, a guarda civil e o exército
saindo pelas ruas, deixando o livre arbítrio do capital para manter a produção.
Foram anos sucateando e privatizando a saúde, para aumentar o lucro de empresas
privadas, responsáveis por muitas mortes que hoje
poderiam estar sendo evitadas. Estamos entrando em uma crise que, mais uma vez,
quem pagará serão os mais humildes, enquanto a grande burguesia continuará
engordando seus bolsos. Não temos escolha a não ser organizar uma resposta.
Ajudar o regime a superar o
terrível flagelo está contribuindo para sua consolidação, quando precisamente
essa catástrofe revela categoricamente sua imprevisibilidade, sua incapacidade
e favorece a disseminação de nossas ideias revolucionárias (...)
https://medium.com/@yatahaze/lenin-e-atividade-revolucion%C3%A1ria-diante-das-epidemias-5abf6148914
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