terça-feira, 20 de março de 2018

vienen abajo



las cortinas vienen abajo ...
      las luces están encendidas,
                      se vayan todos!

                      mi cordura se ha ido,
               se quedó dormido ...

  estoy flotando por encima del escenario vacío
         y no veo más que sombras de lo que fue
                                                         adiós

                      el amor verdadero vive
             en las alas de una mariposa
                            viajera que va
                           adiós

Lisa


shadow



... life is nothing more than a passing shadow!

                                                             Lisa

a beach



 ... a beach
             ... a continent
      the man walks between the real
                                  and the imaginary ...

                      his stay is temporary,
                      its steps are subtle,
           he draws one line almost invisible!

                              is almost nothing ...

Lisa


people pass



...people pass by the sidewalk
without hearing
   our screams in the darkness,
no realizing the injustices,
   without stretching their hands!
...they talk in happiness,
    but this is a great illusion...

...people who are without a sense,
            that are just walkers
         just who pass through life...
   in their naked and mediocres lives!

Lisa


segunda-feira, 19 de março de 2018

... a arte faz isso ...



... sobre a Arte!
"As revoluções sempre foram o lugar certo
para a descoberta do sossego:
talvez porque nenhuma casa é segura
talvez porque nenhum corpo é seguro
ou talvez porque depois de encarar uma arma
finalmente possa ser possível entender
as múltiplas possibilidades de uma arma."

(Até as ruínas podemos amar neste lugar
poema de Matilde Campilho)

(A poeta Matilde Campilho, em entrevista a Eric Nepomuceno, fala sobre a função da arte)



arte?


"Uma obra de arte deve levar um homem a reagir, sentir sua força, começar a criar também, mesmo que só na imaginação. Ele tem de ser agarrado pelo pescoço e sacudido; é preciso torná-lo consciente do mundo em que vive, e, para isso, primeiro ele precisa ser arrancado deste mundo."


Pablo Picasso

(A "obra de arte" acima, "Onement VI", do pintor americano Barnet Newman, foi vendida por US$ 44 milhões)


Für Elise



A "Bagatela Para Piano em Lá Menor, WoO 59" de Beethoven é uma das peças clássicas mais conhecidas que existem. Composta em 1810, ela traz uma dedicatória íntima: "Para Elise em 27 de abril em recordação de L.v. Bthvn".
Do jazz ao hard rock, do cabaré ao toque de celular, passando pelo hit italiano ("Maledetta Elisa!"), poucas melodias são tão onipresentes quanto essa. Não há dúvida: caso Ludwig van Beethoven (1770-1827) ainda recebesse direitos autorais, bastaria "Für Elise" para torná-lo milionário.
Porém durante longos anos uma questão extramusical permaneceu em aberto: quem era a homenageada? Até há pouco, pensava-se tratar-se de uma jovem e bela amiga do compositor, uma certa Therese Malfatti.
Agora, o musicólogo alemão Klaus Martin Kopitz crê haver encontrado a resposta. Não que tivesse essa intenção: a descoberta foi mero subproduto de seu trabalho mais sério de pesquisa historiográfica.
Há anos Kopitz trabalhava numa edição do livro "Beethoven No Olhar de Seus Contemporâneo", contendo relatórios de gente que conheceu o compositor pessoalmente, diários, poemas, lembranças: "Algumas mulheres são presenças constantes. E uma delas é Elisabeth Röckel."
Nascida em 1793, ela era a irmã caçula do cantor Joseph Röckel, que em 1806 cantou o papel de Florestan na única ópera de Beethoven, "Fidelio", sob a regência do próprio compositor. Assim como seu irmão, a graciosa bávara, que os amigos chamavam "Elise", afeiçoou-se ao excêntrico gênio nascido em Bonn.
Alegre e despreocupada, ela possuía também talento musical, tocava piano e mais tarde tornou-se cantora. Na primavera europeia de 1810, mudou-se de Viena para Bamberg, em seu primeiro contrato teatral. E este é mais um argumento de Kopitz: se Beethoven escreveu a peça "em recordação", é de se supor que ocorreu uma separação.
Beliscões carinhosos
O compositor e a jovem conheciam-se bem, já que ele dedicou a obra não a "Fräulein Röckel", mas sim a "Elise". A amizade entre os dois está bem documentada, inclusive pela possível musa. A um conhecido, ela contou, por exemplo, de uma noitada na casa do celebrado violonista Mauro Giuliani.
Apesar de acompanhada por seu futuro marido, o compositor Johann Nepomuk Hummel, "Beethoven, em sua extroversão renana, não cansava de cutucá-la e de brincar com ela. Tanto que, ao fim, ela não sabia como se livrar dele: de tanto carinho, ele não parava de beliscá-la no braço", cita Kopitz.
O fato de Elisabeth haver se decidido por Hummel não abalou a amizade do casal com Beethoven. Poucos dias antes da morte do músico, em março de 1827, ela o visitou, cortou um cacho da cabeleira do compositor e ganhou como suvenir suas últimas penas de escrita.
Resta a pergunta: como pôde Elisabeth Röckel permanecer ignorada por musicólogos e historiadores durante quase dois séculos? E como foi que sua "rival", a Malfatti, entrou nessa história?
Os responsáveis foram Ludwig Nohl e Max Unger, estudiosos confiáveis da vida e obra beethovenianas. Nohl descobriu e publicou a "Bagatela Em Lá Menor" em 1865, mas não conseguiu localizar o nome "Elise" no contexto da vida do compositor.
Unger foi quem rebatizou arbitrariamente a peça como "Para Therese", sob o pretexto de que o original, desaparecido por um certo tempo, estivera temporariamente em mãos de Therese Malfatti.
Teoria novelesca
E esse é mais um mistério: por que Therese estaria de posse de uma peça dedicada "a Elise"? Uma possibilidade é que, já que ambas se conheciam, tivessem trocado partituras entre si. Klaus Kopitz arrisca uma outra hipótese, ainda que não cem por cento científica. Tenha-se em mente que, segundo certas fontes, em abril de 1810 Malfatti e o compositor de 39 anos estavam noivos.
"Suponhamos que Therese fizesse uma visita a Beethoven --aqui estou dando asas à imaginação-- e visse sobre o piano a peça com a dedicatória. E perguntasse: 'quem é essa Elise? Tu querias casar comigo, ou não?' Uma situação um tanto constrangedora: escrever uma peça 'para Elise' quando se pretende casar uma Therese!"
Para quem quiser saber o fim da novela: Kopitz publica um ensaio completo sobre Beethoven e Elisabeth Röckel na próxima edição dos Bonner Beethoven-Studien.
(Anastassia Boutsko / Augusto Valente)



... a ditadura!



“A tortura é a ferramenta de um poder instável, autoritário, que precisa da violência limítrofe para se firmar, e uma aliança sádica entre facínoras, estadistas psicopatas, lideranças de regimes que se mantêm pelo terror e seus comandados.”

Marcelo Rubens Paiva


http://memoriasdaditadura.org.br 





domingo, 18 de março de 2018

fora do armário



"Não se enganem, se escondendo em um armário e criando uma fachada de heterossexualidade crendo que isto não terá suas consequências.
Pode parecer seguro, mas a partir da minha experiência, estes são lugares muito insalubres e podem resultar em todo tipo de coisas terríveis para os indivíduos psicologicamente, emocionalmente e comportamentalmente ... sem dizer nada sobre o que se projeta.
O medo, a vergonha, a culpa e a aversão de si mesmo que existe dentro de um armário são muitas vezes refletidos inconscientemente na vida externa do indivíduo.
Dentro ou fora do armário há um preço a pagar.
Cada indivíduo deve ponderar as consequências da honestidade, da transparência, ou do sigilo e do engano, por si mesmo.
Ao sair, para a maioria de nós, é como um exorcismo que nos liberta da escuridão que temos vivido por muitos anos, está mesma escuridão que nos causou coisas horríveis sobre nós.
Do outro lado do espelho está a liberdade, a luz e a vida. "

Anthony Venn-Brown
Anthony was a leader in the Assemblies of God and a popular preacher in the mega-churches of Australia. After 22 years of attempting to change his sexuality through counselling, exorcisms, 40 day fasts, ‘ex-gay’ programs and marriage he was forced to face reality. Nothing had changed: he was still gay. After his resignation from the ministry and public confession, he struggled to come to terms with the loss of his friends, faith and purpose.
Anthony is now a respected community leader and dedicated ambassador for the LGBT community, promoting respectful dialogues, educating people about sexuality and assisting others to resolve the perceived conflict between their faith and their sexuality. His award winning autobiography ‘A Life of Unlearning’ is now in its second print and he has appeared on national TV programs such as 60 minutes, Sunrise, the Morning Show, Mornings with Kerri Anne and the ABC’s Hungry Beast. Anthony is also the co-founder of Freedom 2 b[e] and was twice voted one of the 25 Most Influential Gay and Lesbian Australians.



too human


We are born and we die in complete solitude,
of the separation the maternal womb
til the day that the air cease go through us ...
You and I, we!
are we alone
peerless
in our belongingness
one almost inexistence
transient and volatile
humans, all too human!

Lisa



no money!



"Meu avô, que foi ministro do Supremo Tribunal, morreu sem um tostão. Inclusive a casa em que a gente morava estava hipotecada. Sempre tive a idéia de que o dinheiro não vale nada. Achei bonito ele morrer assim. Já disse que teria vergonha de ser um homem rico. Considero o dinheiro uma coisa sórdida."

"My grandfather, who was Minister of the Supreme Court, died without a penny. Even the house where we lived was mortgaged. I've always had the idea that money is worthless. I thought it was nice to die like this. I told you I'd be ashamed to be a rich man. I consider money a sordid thing. "

Oscar Niemeyer



so sad




... Yes, We all have our share of the blame on any fact which somehow could be avoided, but we must not forget that the horrors of wars and atrocities that are happening today, especially in Africa and the Middle East, are directly related to the power of huge multinational groups, the arms industry, the oil and the international financial capital, which is used ALWAYS wars of the resource to maintain their own power, military, territorial and financial. As ordinary people, people like us, pieces of this horrible macabre chessboard could change this Giants game ??? ... Is an endless process in human history, achievements and losses of our rights and freedoms: the French Revolution overthrew an absolute monarchy and became a dictatorship, which was later followed by the Napoleonic empire, which fell on its own megalomania and was overcome by moments of relative democracy, the bourgeoisie ruthlessly exploiting the working class during the industrial revolution, to again sink into a catastrophe, the 1st world war ... and so begins the 20th century ... with periods of relative democracy followed moments of horrors of wars, dictatorships and oppression of ordinary citizens, ourselves, numbers of daily statistics of economic recessions, epidemics, hunger, forced migration, the horror of wars! What I, what you can do to change this sad journey of humanity ??? ... Small actions, set an example for our children, for the people of our coexistence, yes for sure ... but the wheel of power and greed will continue turning, and creating new and unsuspected tragedies !!!

... dreaming of other Octobers!

Lisa



I care!


serenissima




“... enfim, não somos tão velhos como nosso espírito e coração sentem,
mas nossos cabelos grisalhos significam, em certos momentos, uma mentira mais real
que justificaria uma correção!”

Der Tod in Venedig (1912)  Thomas Mann
(Morte em Veneza, livre tradução Lisa)




tango



... um tango louco começa,
a platéia absorta se cala...
incrédulos vagueiam sem rumo
se perguntando:
- o que foi isso, como pode ser?
memórias não esquecidas ladram
sem cessar!

... injustiça, afronta, medo!
verdade de um tempo sombrio
de ameaças, de mentiras
que entram pela porta dos fundos
de uma nação entristecida...

... um tango triste termina,
madrugada de um dia sem fim
do choro que permanece
pelos que não voltam mais!

(Macri eleito, não desejaria ter escrito isso, jamais)


Lisa