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o clã dos bolsonaros só chegaram e permanecem no poder porque compartilham a
essência ideológica da elite brasileira e do capital multinacional aqui
estacionado, ou seja, a manutenção do Brasil como uma neo-colonia agrícola e
com uma necessária mas insipiente e mal tratada indústria local; com a maioria
absoluta da população vivendo em regime de semi-escravidão. O trabalhador
quando empregado recebe um salário miserável, sofre com as condições indignas e
humilhantes do próprio trabalho, enquanto os desempregados são
"assistidos" por programas sociais que servem apenas para mante-los
vivos, para não morrerem de fome, pois o objetivo primeiro dessas dezenas de
milhões de desempregados é forçar a queda constante dos salários vigentes e
manter a pressão sobre aqueles que ainda estão empregados. Na verdade as elites
se especializaram em operar esta "panela de pressão" social: tirar o
máximo do trabalhador empregado enquanto manipula e mantém vivos os
trabalhadores desempregados, através das faláceas pós-modernistas sobre
"empreendedorismo" (uberização) e as migalhas distribuídas pelos
programas sociais. Violência urbana e no campo, assassinatos e opressão
constante das forças do Estado através das Pms e das milícias, como programa de
governo o desmantelamento da Saúde e da Educação Pública, desqualificação e
redução geral das aposentadorias, privatizações espúrias e criminosas, juros
bancários altíssimos (apesar da taxa selic baixa, que só beneficia os grandes
bancos), aumento dos custos de alimentação e de vestuário constantes,
transportes públicos ruins e caros, custos de moradia impraticáveis (compra ou
aluguel) para mais de 70% da população, soma-se a este quadro o papel das
mídias sociais, de distração e lazer baratos fortemente alienantes e grande
parte das vezes direcionados contra o próprio trabalhador, por meio de
conteúdos preconceituosos, racistas e excludentes. Retrato simplificado do
drama social brasileiro, sustentado e mantido pela elite do capital nacional e
internacional, que não intenciona uma mínima mudança justa e necessária para a
maioria absoluta do povo, pelo contrário, se mantém firme no seu propósito de
aumento das desigualdades e das injustiças.
Almir Pernambuquinho, estaria fazendo 82 anos, um guerreiro
dentro e fora dos gramados!
Almir Morais de Albuquerque ou simplesmente Almir
Pernambuquinho, (Recife, 28 de outubro de 1937 — Rio de Janeiro, 6 de fevereiro
de 1973), foi um futebolista brasileiro que atuou como atacante (...) Jogou
pelo Sport, Vasco da Gama, Corinthians, Boca Juniors, Santos, Flamengo,
América-Rj e Seleção Brasileira (...)
Almir morreu assassinado, em 1973, aos 35 anos, numa briga
no bar Rio-Jerez, em frente à Galeria Alaska, em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Segundo testemunhas, ao ver que alguns atores-bailarinos do grupo Dzi
Croquettes, ainda maquiados depois de uma apresentação, estavam sendo
achincalhados por um grupo de portugueses, o jogador interveio em defesa de
atores. Houve uma discussão, Almir agrediu um dos portugueses, e começou um
tiroteio no calçadão da avenida Atlântica. No final, Almir estava morto, com
uma bala na cabeça. O assassino, Artur Garcia Soares, alegou legítima defesa e
nunca foi preso.
... mais de 5 mil anos de história, e Davi continua
enfrentando Golias! ... não importa se é um menino palestino contra um soldado
sionista, ou um estudante chileno contra os carabineiros, ou uma jovem curda
contra mercenários financiados pelos USA, ou um índio brasileiro se defendendo
do ataque de grileiros assassinos!
“Nós
estamos vivendo um dos momentos mais difíceis, eu acho. Querem desacreditar o
que é a ciência (...)Tudo começou quando a imunologista analisou dez
agrotóxicos que estão entre os mais utilizados no Brasil e revelou que todos,
em qualquer quantidade aplicada, causam graves prejuízos à saúde humana. São
eles: abamectina, acefato, alfacipermetrina, bendiocarb, carbofurano, diazinon,
etofenprox, glifosato, malathion e piripoxifem.”
“... ao contrário do que a
expressão pode levar a entender, os campos de concentração cearenses não eram
como os nazistas, que posteriormente tiveram o objetivo de exterminar os judeus
na Segunda Guerra Mundial. No Brasil, eles impediam os famintos de continuarem
sua viagem às cidades grandes, proibindo sua locomoção. A morte, porém, foi
inevitável. Com falta de alimentos, falta de infraestrutura e um contingente
humano cada vez maior, doenças começaram a se proliferar.”
“O capitalismo, a época final da sociedade de classes, pode
ser descrito nos termos mais simples, como doentio. Isso deve ser compreendido
no sentido mais literal, como na sociedade capitalista torna as massas de
pessoas forçadas a viver nela literalmente doentes. A doença que o capitalismo
impõe às vítimas aflige o componente mais pessoal e mais humano do nosso ser.
Isto é, o capitalismo aflige a nossa psiqué, atinge a nossa mente. Viver e
trabalhar sob o sistema capitalista é estar mentalmente doente.”
"Não
sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu,
só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor
solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a
transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo
é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei
ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria — e não o que é."
"No Rio de Janeiro, a cidade
parou no dia do enterro. Para expressar seu protesto, os cinemas da Cinelândia
amanheceram anunciando três filmes: “A noite dos Generais”, “À queima roupa” e
“Coração de luto”. Com faixas, cartazes e palavras de ordem, a população
protestava: “Bala mata fome?”, “Os velhos no poder, os jovens no caixão”,
“Mataram um estudante. E se fosse seu filho?” e “PM = Pode Matar”. Edson Luís
foi enterrado ao som do hino nacional brasileiro, cantado pela multidão."
... as PMs de todo o país continuaram matando impunemente jovens inocentes,
pretos, índios, brancos, lgbts, quase todos pobres, nestes mais de 50 anos de
ditadura do capital ... Edson faria 71 anos hoje.